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2° Itapuí Moto Fest |
Evento conta com bandas de rock, apresentações de wheeling profissional e muita
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A
equipe de wheeling profissional Força Radical, de São José
do Rio Preto, nos concedeu uma entrevista domingo, dia
05/08/2004, na Pousada Beira Lago de Itapuí. Em um clima
descontraído, à beira da piscina, Luiz Carlos da Costa Jr. e
Gabriel Pascoli fizeram seis perguntas.
ENFOCA: Há quanto tempo vocês estão com esse
trabalho de shows de eventos com motos?
FORÇA RADICAL: Bom, juntos, com a equipe completa, estamos
há 8 anos. Tem uns que andam mais que os outros em se
falando de tempo (10 anos, 9 anos) mas juntos mesmo, quando
a equipe foi fundada, são 8 anos.
ENFOCA: E há quanto tempo vocês fazem estas manobras
“de loucura”?
FORÇA RADICAL: Desde a primeira moto, primeiro tombo, desde
quando nasceu, “bicho” (risos), vem da bicicleta e depois
vai evoluindo. Isso o cara tem que gostar, tem que estar no
sangue, “tá ligado”? É o que ele falou, vem da bicicleta,
mobilete, aí vem uma 125 cc, 200 cc, 500 cc, 900 cc, vai
subindo, mas a média é 9, 10 anos de aceleração.
ENFOCA: Houve algum momento engraçado com vocês
durante um evento, alguma situação curiosa?
FORÇA RADICAL: Cada show é diferente do outro. Já fizemos
show para 10.000, 15.000 pessoas, sambódromo lotado... A
gente mesmo acaba sendo engraçados. Tem o locutor lá, não
sei se você viu, o cara é uma comédia, ainda mais quando ele
pega para imitar o Silvio Santos. Cada show é uma adrenalina
diferente. Que eu me lembre de um fato engraçado, sei não,
pois cada show para mim é engraçado, a gente já acostumou.
Teve um momento em Prata em que uma moto ficou sem o freio
dianteiro. A gente estava saindo e tinha acabado de fazer
uma manobra com a roda traseira, aí a gente veio acelerando,
e quando eu passei a mão a moto não tinha freio, aí eu
joguei ela pra cá, joguei pra lá, aí vai, vai, vai, no final
ela deu um tombinho de nada. No mais a gente cai todo dia: é
cotovelo quebrado, coisa que acontece mesmo. Mas é aquela
coisa, tem dia que freiamos com a mão e aceleramos com o pé
(risos), agora show é o básico, né? Você chega e tem que
andar. A rua é ruim e tem que andar. A rua é com buraco e
tem que andar, é com lombada, é com valeta, você tem que
andar. Já fizemos show embaixo de chuva. Começou a chover e
o povão não foi embora, aí pensamos “puta cara, tem que
andar”.
ENFOCA: O que vocês acharam do evento? Local,
organização, estrutura, público? Alguma sugestão para
melhorias?
FORÇA RADICAL: Local 100%, gostei pra caramba deste local
aqui, esse “visú” (visual), muito louco mesmo. Uma coisa é
que faltou iluminação. O público a noite é meio fraco, né? O
bicho pega é no domingão mesmo. Pousada 100%, organização
100%, de tudo não tenho a reclamar. O que poderia fazer para
o 3° Moto Fest? Divulgar mais. Divulgar nos sites,
reportagem, mandar para a gente, divulgar bastante. Se o
evento é sempre na mesma época, em setembro, já deixa
agendado para setembro do ano que vem, já vê com o prefeito.
Já começa a divulgar. Tem alguns sites que divulgam,
revistas de motos, não cobram nada, você manda para lá e
eles divulgam, aí começa a lotar, porque aqui é um local
excelente, a organização liberando para a molecada brincar,
não enchem o saco... Pois tem lugar onde você vai todo mundo
começa a te encher o saco... Só uma coisa que eu comentei
com a Viviane também e ela começou a pegar no pé dos meninos
é a falta do capacete. Se deixar a molecada sem capacete e
vai que acontece alguma coisa aí pesa sobre a organização,
mas o resto é 100%.
ENFOCA: Estava navegando no site da Força Radical (www.forcaradical.com.br)
muito legal por sinal, com aquela moto fazendo as manobras
no topo da tela e diversas informações de conscientização,
como a “Sou vivo, não uso drogas”, não beber se for dirigir
e sobre o uso obrigatório do capacete. No 2° Itapuí Moto
Fest, vi que muitas pessoas estavam sem capacete, apesar das
placas de aviso e das falas do locutor. O que vocês acham
sobre isso? As pessoas ainda não se convenceram da
importância do capacete? Só vão se convencer quando sentirem
na pele em algum acidente?
FORÇA RADICAL: Hoje a molecada tá meio perdida. Hoje tá meio
diferente. Antigamente, a gente pegava a mobilete e ia pra
rua, você não tinha lugar para andar, ia pra avenida
movimentada, no meio dos carros, só que antigamente a gente
curtia andar de moto. Você não tinha dinheiro para comer,
mas dinheiro para a gasolina você tinha, então era 24 horas
em cima da moto, 24 horas em cima da mobilete. Hoje não, o
cara já sai de “motinha” e quer pegar um baseado, já quer
pegar uma cocaína, já quer cheirar uma ali e tal, então hoje
está bem diferente. Hoje nós somos uma família, quase todo
mundo é casado, só o locutor e o Boy que são solteiros,
então hoje é uma família. Já tivemos ônibus e tal, não deu,
tivemos que vender, estamos comprando outro ônibus para
viajar todo mundo junto, é uma família. Ele vai com a
esposa, eu vou com a esposa, fica tudo sossegado. Sobre não
beber, antes do show não pode beber. Acabou o show, com tudo
sossegadinho, você vai tomar sua cervejinha, tal, nada de
você ficar caindo pela rua. Fumar, ninguém fuma, ninguém usa
nada, todo mundo é louco de natureza mesmo (risos).
ENFOCA: Deixe um recado para o site Enfoca, uma
mensagem legal para a garotada nova que está querendo curtir
moto, que para muitos a moto é o mundo.
FORÇA RADICAL: Não vive sem, né cara? Hoje o trânsito tá
foda, né? Todo dia a gente vê acidente. Em cidade grande é
acidente atrás do outro, mas moto não dá para se viver sem
hoje. Para fazer um “trampo” (trabalho) de carro demora duas
horas. Já de “motinha” demora 20 minutos.
Eu queria dar um toque no pessoal: eu vi a molecada lá sem
capacete. Pelo menos usem um capacete. Não pode evitar um
acidente, mas ele salva a sua vida. Ralar, quebrar um braço
tudo bem, você conserta, mas se você machucar a cabeça não
tem jeito, né? É igual um motor: sem motor você não anda,
não faz nada. Coloquem mais equipamentos e batalhem. Amigo,
pega a sua motinha, arruma um lugar onde não tem carro, não
tenha nada, e faça um treininho. Batalha, batalha que
rapidinho você chega lá. Sempre de capacete! |
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