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Pontos turísticos estão deteriorados |
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12/12/2009 | 10:27:58 |
| Fonte: Jornal Comércio do Jahu |
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Se este fim de semana fosse um feriado prolongado, os turistas teriam decepção ao visitar os principais atrativos da região de Jaú. A falta de cuidados básicos e de estrutura adequada compromete quem procura lazer e entretenimento nos cartões-postais da região, como as praias municipais localizadas às margens do Rio Tietê.
Nas orlas turísticas de Igaraçu do Tietê e Itapuí, a infraestrutura para receber visitantes está deteriorada, além do acúmulo de lixo nas imediações e a falta de segurança. Em Barra Bonita, o posto de atendimento ao turista foi desativado e os sanitários públicos estão em condições precárias de uso. Tanto em Pederneiras quanto em Jaú, as margens do rio são pouco exploradas para o turismo.
O delegado regional do Turismo, Ricardo Franceschi, admite que os equipamentos públicos da região deixam a desejar. “A estrutura ainda é deficitária porque o órgão público não enxergou de forma essencial que é preciso atrair investidores. É preciso que haja interesse público e da iniciativa privada. Pretendemos capacitar os municípios onde há possibilidade de incremento”, diz.
Conforme o delegado regional, a liberação de recursos só é possível quando houver maior sintonia entre os gestores municipal, estadual e federal. Segundo Franceschi, o Estado quer a regionalização do turismo e a capacidade da região é “plena”. Ele cita que o Circuito Turístico Caminhos do Tietê, composto por oito municípios da região de Jaú, está em desenvolvimento.
De acordo com o especialista em turismo Mário Beni, pesquisas recentes realizadas pela Universidade de São Paulo (USP) revelam que o turismo tem impacto em 52 segmentos diferentes da economia. “As paisagens naturais e a cultura local são os principais atrativos turísticos de um destino. Preservá-las seria motivo suficiente para incorporar parâmetros de sustentabilidade ao turismo”, afirma Beni.
Queda
Há 15 anos alocada na prainha de Itapuí, a comerciante Márcia Darlene Luppi, 38 anos, diz que nos últimos cinco anos o movimento caiu bastante, a ponto de ela pensar em vender o estabelecimento. “Estamos tentando nos unir para manter a praia limpa, porque a prefeitura não colabora”, conta Márcia.
A comerciante Maud Cardoso, 48 anos, adquiriu lanchonete há três semanas e comenta que os frequentadores criticam o abandono do local. O agente funerário Hélio Pires de Almeida, 41 anos, reclama da falta de cuidado com a praia e que pesca apenas por lazer, mas tem nojo de comer os peixes. Procurada pelo Comércio durante a semana passada, a assessoria de imprensa da prefeitura de Itapuí não se manifestou.
Já em Igaraçu do Tietê, parte considerável da extensão da Praia Maria do Carmo de Abreu Sodré ainda é um canteiro de obras. Iniciado em janeiro de 2007, o projeto para desenvolver o turismo no local foi orçado em quase R$ 3 milhões, a serem pagos com recursos do governo do Estado. Falta terminar a construção da marina e de complexo com auditório, teatro e laboratório. A prefeitura informa que depende da liberação dos recursos para concluir as obras. |
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