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Bariri paga R$ 103 por tonelada de lixo

 

28/12/2009 | 10:44:52

Fonte: Jornal Comércio do Jahu
 
Na iminência de ter seu aterro sanitário interditado pela Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb), a prefeitura de Bariri resolveu não utilizar mais o lixão. A saída encontrada foi pagar para empresa particular recolher os resíduos sólidos. Enquanto isso, a administração tenta obter licença para nova área.

O diretor administrativo da prefeitura de Bariri, Thiago Pultrini, informa que o contrato foi feito emergencialmente por três meses com a CGR – Centro de Gerenciamento de Resíduos Ltda. –, localizada em Guatapará, a 109 quilômetros de Bariri. A empresa é a mesma que recolhe os detritos de Itapuí (leia texto).

Segundo Pultrini, o custo é de R$ 103 por tonelada. Como a cidade produz de 15 a 25 toneladas de lixo por dia, o gasto diário varia de R$ 1.545 a R$ 2.575. Por mês, descontando os domingos, o custo pode chegar a R$ 66,9 mil.
A coleta teve início no dia 21 de dezembro. De acordo com o diretor administrativo, a CGR mantém contêiner em área anexa do aterro sanitário. No fim da tarde passa para recolher os resíduos.

A prefeitura iniciou processo para usar novo local como aterro. A área tem cerca de 3 alqueires e fica entre os municípios de Bariri e Bocaina. Pultrini diz que a área foi declarada de utilidade pública e no dia 22 de dezembro recebeu a visita de técnicos da Cetesb.

Segundo Pultrini, análise preliminar indica que o terreno está apto a ser usado para o recebimento de resíduos sólidos. O Comércio entrou em contato com a agência em Bauru, mas a informação é que o técnico responsável só poderia se manifestar na próxima semana. O diretor conta que a administração aguarda licença da Cetesb para poder negociar a área com o proprietário.

Jaú

Em relação ao lixão de Bariri, a Secretaria Estadual do Meio Ambiente, por meio da assessoria de imprensa, informa que o aterro da cidade não está interditado, mas que a administração tomou a iniciativa de não utilizá-lo enquanto tenta disponibilizar nova área.

Quanto à situação de Jaú, a secretaria relata que técnicos da Cetesb acompanham o processo e que o prazo para interdição foi estendido por até 15 dias mediante informação da Prefeitura de que há licitação em curso para novo local. Na semana passada o Comércio divulgou que o Município obteve na Justiça permissão para usar o lixão por mais 120 dias.
 
 
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