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PIB de Jaú perde para o de 8 cidades da região

 

26/12/2009 | 08:36:30

Fonte: Jornal Comércio do Jahu
 
De 12 cidades da região, o Produto Interno Bruto (PIB) per capita de Jaú é maior apenas do que o de Igaraçu e Mineiros do Tietê e Torrinha. Conforme divulgou recentemente o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a soma das riquezas por habitante no Município foi de R$ 11.652 em 2007 (veja quadro). Jaú também fica para trás na comparação com sete cidades paulistas de poder semelhante.

Um dos indicadores mais usados para medir a atividade econômica, o PIB é a soma de todos os bens e serviços finais produzidos em determinada região. O PIB per capita é a divisão do PIB total pelo número de pessoas residentes naquela localidade. O índice está relacionado diretamente com o consumo.

Em âmbito nacional, o PIB cresceu 5,4% em 2007 em relação ao ano anterior. O total atingiu R$ 2,6 trilhões, com destaque para a agropecuária. Em Jaú, o índice por habitante teve alta de 9% em 2007 ante 2006, com acumulado de 42% de 2003 a 2007.

Para as entidades representativas da classe empresarial, Jaú peca na ausência de política de desenvolvimento econômico e na economia fundamentada em apenas um setor. “Tem de haver uma política mais agressiva de incentivo ao desenvolvimento industrial, o que acontece largamente nas outras cidades”, diz o diretor regional da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Jorge Alcalde.

Alcalde conta que há quase um ano, no dia 20 de janeiro, entregou para o prefeito Osvaldo Franceschi Junior (PV) proposta para formação do Conselho Municipal de Desenvolvimento Econômico. “Mas isso não vem de hoje. Falta vontade política. Teria de haver um conselho para gerir plano de desenvolvimento, gerenciado pela iniciativa privada com participação efetiva do poder público”, diz o representante da Fiesp.

Sem política industrial, a cidade fica estagnada e perde capacidade de atrair empresas maiores, multinacionais. “Os municípios vizinhos têm uma maneira mais agressiva de atrair investimentos, Jaú precisa achar diretrizes para incrementar o setor industrial. O 8º Distrito Industrial, por exemplo, está parado”, diz o empresário Hamilton Chaves.

Cadeia

Para o coordenador do núcleo de conjuntura de estudos regionais da Universidade Estadual Paulista (Unesp), câmpus de Araraquara, Elton Casagrande, o PIB do município exige uma cadeia, a interação de uma atividade com as demais e atuar nessas lacunas. “Se um prefeito trouxer uma empresa como grande virtude pode até ser que surta algum efeito, mas não altera substancialmente o PIB da região”, afirma (leia texto).

A falta dessa cadeia produtiva completa, iniciada nas faculdades e cursos técnicos e finalizada no transporte para outras regiões e exportação, é citada pelo secretário de Economia e Finanças de Jaú, Eduardo Franceschi. “O movimento no comércio de Jaú é grande, o desemprego praticamente não existe, a cidade não tem favelas, o parque industrial calçadista é gigantesco. O que falta é uma corrente de estudantes e profissionais que vão se associando”, afirma.

De acordo com Franceschi, outra medida que favorece o crescimento do PIB é o aumento da fiscalização sobre recolhimento dos impostos das empresas, evitando a sonegação. Para o secretário, o ramo industrial das cidades da região comparadas com Jaú não possibilita fraudes na questão tributária.

O prefeito Osvaldo Franceschi Junior citou a vinda de cursos de graduação públicos, hospital de reabilitação e construção de casas populares como fatores que criam vagas de emprego para os próximos anos na cidade.
 
 
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