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Frigorífico de Itapuí nunca aceitou repor carne vencida |
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06/03/2010 | 10:11:32 |
| Fonte: Jornal Comércio do Jahu |
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A Prefeitura de Jaú comprou mil quilos de linguiça de frango da distribuidora de frangos JVX, de Itapuí, sabendo das características do alimento: o produto estava resfriado e o prazo para vencimento era curto, datado de 30 dias. O suprimento para merenda escolar foi solicitado no dia 12 de novembro e entregue 15 dias depois, conforme nota fiscal a que o Comércio teve acesso. Parte da encomenda, 315 quilos, foi descartada irregularmente no dia 18 de fevereiro por dois funcionários da Prefeitura (veja quadro).
De acordo com o proprietário da empresa, João Antônio Viersa, 44 anos, as encomendas saem de seu estabelecimento distribuídas em bandejas de meio quilo cada, com Selo de Inspeção Federal (SIF) do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e com data de vencimento. O produto despejado no córrego não estava embalado nem apresentava certificação de procedência.
Viersa afirma ainda que o procedimento de recolher carne vencida, solicitado pela Secretaria de Educação, não pode ser realizado. “Isso não é feito. É uma mercadoria perecível, com data de validade de 30 dias. Esses dados são conferidos pela Prefeitura. Não tem como pegar isso de volta e jogar fora aqui”, argumenta o empresário, que revende carne de abatedouros de Itapuí há 25 anos.
O proprietário salienta o prazo curto de vencimento da linguiça de frango. “O produto você abate hoje e entrega amanhã. Ele não fica estocado muito tempo porque a validade é curta”, explica Viersa. Segundo o empresário, a Prefeitura comprou carne de frango anteriormente em sua empresa. “Faz tempo que eu forneço para a Prefeitura. Antes, compravam mais coxa e sobrecoxa de frango. Linguiça, não tenho certeza, mas deve ter sido a quarta vez”, diz o empresário.
Segundo a nota fiscal, a compra de mil quilos de linguiça custou à Prefeitura R$ 6,5 mil, com prazo para pagamento de sete dias. O documento é assinado pelo ex-secretário de Educação Luiz Carlos de Campos Prado Júnior e pela ex-diretora do Departamento de Alimentação Escolar Marília Martins Boaventura.
Conservação
Para o ex-secretário de Educação, não é viável ao chefe da pasta conferir datas de validade dos alimentos comprados. “Infelizmente, o secretário não tem condições de abrir geladeira para ver o que tem e o que não tem. Para isso existem profissionais que estudam durante quatro anos conservação de alimento e formulação de cardápios”, diz Campos Prado Júnior. |
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